Principais artistas da época

Wassily Kandinsky

Nascimento 4 de Dezembro de 1866 (Moscou)

Morte 13 de dezembro de 1944 (77 anos)

Nacionalidade   Rússia Russo

Wassily Kandinsky (Moscou, 4 de dezembro de 1866 — Neuilly-sur-Seine, 13 de dezembro de 1944) foi um artista russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade francesa.

Nascido em Moscou, passou grande parte da infância em Odessa. De volta à capital russa, estudou Direito e Economia na Universidade de Moscou, chegando a diplomar-se em Direito aos 26 anos, mas desistiu dessa carreira.

Casou-se em 1892 com a sua prima Anja Tchimikian, que acompanhou Kandinsky em 1896 quando este se mudou para Munique, iniciando os seus estudos em pintura na escola de em 1896 se casou

O estilo da escola de Ažbè desiludiu Kandinsky, que preferia pintar paisagens coloridas ao ar livre em vez de modelos “mal cheirosos, apáticos, inexpressivos, geralmente destituídos de carácter”.

Após dois anos, Kandinsky tenta inscrever-se, sem sucesso, num curso ministrado por Franz von Stuck. Um ano depois Kandinsky ingressou finalmente no curso, que frequentou até 1900. Em Maio de 1901, Kandinsky co-fundou a sociedade artística Phalanx e foi professor na escola fundada pouco tempo depois pela sociedade. Um dos seus alunos foi Gabriele Münter, que se tornou companheiro de Kandinsky até 1914. Kandinsky separou-se de Anja Tchimikian em 1903.

Fuga, Kandinsky, 1914, óleo sobre tela

Moscovo I, Kandinky, 1916, óleo sobre tela

Já na década de 1910 Kandinsky desenvolve seus primeiros estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras desta época, como “murnau – Jardim 1″ (1910) e “Grüngasse em Murnau” (1909) mostram a influência dos Verões que Kandinsky passava em Murnau nessa época, notando-se um crescente abstraccionismo nas suas paisagens. Outra influência nas suas pinturas foi a música do compositor Arnold Schönberg, com quem Kandinsky manteve correspondência entre 1911 e 1914.

Com o eclodir da Primeira Guerra Mundial, Kandinsky é forçado a abandonar a Alemanha, partindo para a Suíça acompanhado por Gabriele Münter em 3 de Agosto de 1914, esperando um fim rápido do conflito. Quando este não se concretizou, Kandinsky voltou à Rússia, separando-se de Münter, a 16 de Novembro do mesmo ano. Aproveitando uma exposição em Estocolmo de 1916, Kandinsky permanece na Suécia, onde conhece a sua terceira companheira, a russa Nina de Andreewsky, até ao advento da Revolução Russa. Volta então à Rússia interessado nos rumos do país, mas desentende-se com as teorias da arte oficiais e retorna à Alemanha em 1921.

Em constante contato com os artistas da vanguarda, passa a lecionar na Bauhaus até 1933 quando a escola é fechada pelo governo nazista. Muda-se para Paris e aí viveu até o fim de sua vida. Faleceu em Neuilly-sur-Seine em 1944.

Desenvolveu a arte abstrata até o fim de sua vida. Junto a Piet Mondrian e Kasimir Malevich, Wassily Kandinsky faz parte do “trio sagrado” da abstração, sendo o mais famoso. Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatsky (1831- 1891), o mais importante exponente da Teosofia nos tempos modernos. A teoria teosófica solicitou que a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas é expressado por uma série descendente de círculos, triângulos e quadrados. Os livros de Kandinsky ecoam estes princípios básicos teosóficos.

 

Theo van Doesburg


Nome completo Christian Emil Marie Küpper
Nascimento 30 de Agosto de 1883
Utrecht,  Países Baixos
Morte 7 de abril de 1931 (47 anos)
Davos,  Suíça
Nacionalidade  neerlandesa
Ocupação pintura, arquitetura, poesia
Movimento estético Neoplasticismo, Elementarismo, Arte Concreta, Dadaismo

Theo van Doesburg (Utrecht, 30 de agosto de 1883 — Davos, 7 de março de 1931) foi um artista plástico, designer gráfico, poeta e arquitecto neerlandês.

 

Associado ao Dadaísmo, ao Concretismo e ao Neoplasticismo holandês, e mais conhecido como um dos fundadores e líderes do De Stijl, foi professor na Bauhaus e produziu poemas fonéticos na mesma época que Kurt Schwitters, de quem se tornou amigo em 1923.

Max Bill

Max Bill (Winterthur, Suíça, 1908 mdash; 9 de dezembro de 1994 foi um designer gráfico, designer de produto, arquiteto, pintor, escultor, professor e teórico do design, cuja obra o coloca entre os mais importantes e influentes designers do século XX

Tendo uma atuação especial na área de educação do design, sua atuação como professor na Escola de Ulm influenciou fortemente o perfil assumido pelaEscola Superior de Desenho Industrial, no Brasil.

Biografia

Cursou na Arts and Crafts Academy de Zurique entre 1924 e 1927, na Bauhaus, e na escola de artes e ofícios de Dessau. Considerado como um dos expoentes da Bauhaus, onde estudou artes, no seu percurso artístico foi um seguidor dos princípios estilísticos da Bauhaus.

Em 1929 mudou-se para Zurique e se tornou uma das figuras principais da Escola Suíça de Design Gráfico. Além disso abraçou o conceito universalista dearte concreta de Theo van Doesburg. Max Bill optava por um design tipográfico que era determinado pelo uso de grids (ou malhas tipográficas), e acreditava na relação entre o design e a precisão matemática. Sua arquitetura era anti-historicista e sua teoria e trabalho seguiam uma estética baseada nofuncionalismo.

Criou, entre 1935 e 1953, no campo da escultura, diferentes variações sobre o tema do laço infinito em metal polido. Foi professor e diretor da Escola de Ulme Zurique, e organizador de exposições de arte, particularmente, de arte concreta, durante 1944 e 1960.

Bill constantemente é apontado como um personagem que sempre teve uma relação polêmica com a trajetória do design e da arquitetura no Brasil. Se, por um lado, suas idéias foram certamente bastante influentes na formação da escola artística conhecida como o concretismo (em especial, o concretismo paulista) e na própria formação do design gráfico no país (tendo em Alexandre Wollner um de seus mais conhecidos discípulos e um de seus mais fortes defensores), por outro lado, Max Bill foi sempre bastante crítico à arquitetura moderna brasileira, a qual ele dizia ser formalista e, eventualmente, “anti-moderna”. Entre as poucas obras arquitetônicas brasileiras celebradas por Bill está o Conjunto habitacional Pedregulho, o qual ele considerava uma exceção no cenário brasileiro, pelo seu enfoque social.

Hélio Oiticia

Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas.

É considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945).

Em 1959, fundou o Grupo Neoconcreto, ao lado de artistas como Amilcar de Castro, Lygia Clark, Lygia Pape e Franz Weissmann.

Na década de 1960, Hélio Oiticica criou o Parangolé, que ele chamava de “antiarte por excelência” e uma pintura viva e ambulante. O Parangolé é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos (mensagens como “Incorporo a Revolta” e “Estou Possuido”), e os materiais com que é executado (tecido, borracha, tinta, papel, vidro, cola, plástico, corda, palha) a partir dos movimentos de alguém que o vista. Por isso, é considerado uma escultura móvel.

Em 1965, foi expulso de uma mostra no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro por levar ao evento integrantes da Mangueira vestidos com parangolés. A experiência dos morros cariocas fazia parte da dimensão da sua obra.

Foi também Hélio Oiticica que fez o penetrável Tropicália, que não só inspirou o nome, mas também ajudou a consolidar uma estética do movimento tropicalista na música brasileira, nos anos 1960 e 1970. Oiticica o chamava de “primeiríssima tentativa consciente de impor uma imagem “brasileira” ao contexto da vanguarda”. Os penetráveis têm como pré-requisito a incursão do visitante, ou seja, os ambientes coloridos só funcionam com a presença do espectador.

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